Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

Defunto com as mãos fora do caixão

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Havia, certa vez, um homem que era muito rico. Apesar disso era ganancioso. Pagava mal os empregados; nos negócios, se aproveitava da inexperiência das pessoas para “passar a perna” etc.

Um dia, esse homem ficou doente inesperadamente, e com uma doença grave. Após longo tratamento, sem sucesso, o médico foi claro com ele: “O senhor vai morrer dentro de poucos dias”.

O homem ficou desesperado. Caiu em si e tomou consciência dos erros praticados. Quando a morte se aproximou, ele pediu para a família: “Levem-me para o cemitério com as mãos para fora do caixão, a fim de que todos vejam que elas estão vazias e não estou levando nada dos bens que ajuntei”.

Pena que este senhor, pelo menos externamente, não se arrependeu nem pediu perdão a Deus dos seus pecados. Ficou apenas na desilusão e na frustração.

“O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se vier a perdeu-se e a arruinar a si mesmo?” (Lc 9,25). “Ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós que agora estais fartos, porque passareis fome” (Lc 6,24-25).

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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