Histórias de Vida

A história do padre que deu a vida pelo casamento

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Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)

Escrito por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

01 AGO 2013 - 08H00 (Atualizada em 14 MAI 2026 - 17H45)

MNStudio/Adobe Stock

O Pe. José Maria Prada nasceu em Portugal, no ano de 1928. Era missionário redentorista da então Província de São Paulo. Morou em Garça (SP), em Exu (PE) e foi nomeado pároco do município de Salgueiro (PE). Foi nesta cidade que ele foi assassinado por defender a indissolubilidade do casamento. 

Um dia, um homem rico e influente em Salgueiro procurou Pe. Prada para se casar. Nada demais, se ele já não fosse casado. Mentiu para o padre, dizendo que havia morado com uma mulher na cidade onde nasceu, mas não era casado com ela. 

O padre pediu certidão de batismo na paróquia onde ele nasceu, e o documento veio constando que ele havia se casado na Igreja lá. O documento trazia o dia e a hora do casamento, e o nome da esposa, a qual ainda estava viva. Pe. Prada mostrou-lhe o documento e disse que não podia fazer o casamento. 

O homem ofereceu boa soma de dinheiro ao sacerdote, se realizasse o matrimônio. Mediante a recusa, o indivíduo disse que o mataria se ele não efetuasse o casamento. Mesmo assim, o padre foi inflexível. Disse que preferia morrer a quebrar as normas da Igreja. 

O homem foi à sua casa, pegou um revólver, veio e deu cinco tiros no Pe. Prada, que morreu na hora. Era o dia 29/04/1991, às 11 horas, na porta da Igreja de Santo Antônio. 

A Missa de corpo presente, presidida pelo Sr. Bispo de Petrolina teve a participação de todo o clero da diocese e de uma multidão de fiéis do município de Salgueiro. No enterro, levaram, em uma cruz, a camisa ensanguentada do Pe. Prada. 

O testemunho do Pe. Prada foi parecido com o de S. João Batista (cf. Mt 14,3-12). Os dois morreram em defesa do Matrimônio. 

A semente do Reino de Deus parece pequena e fraca, mas tem uma força incrível. “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas são incapazes de matar a alma” (Mt 10,28).

Que Maria Santíssima, a Mãe da Igreja, nos ajude, especialmente nas horas difíceis, a perseverar na fidelidade à nossa missão.

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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