Certa vez, uma paróquia estava celebrando cinquenta anos de fundação. O grupo de jovens resolveu apresentar a seguinte dramatização:
O palco estava vazio. Entrou uma moça e começou a falar a respeito do profeta Samuel. Enquanto ela falava, veio um rapaz do meio do povo, que tinha na camisa a palavra Samuel.
“Acontece que Samuel morreu” disse a jovem. Na hora, o rapaz deitou-se no chão.Ela começou a falar de Judite e dos grandes feitos dela. Veio a Judite, que também morreu, deitando-se no chão. A apresentadora citou o rei Davi e suas qualidades. Apareceu Davi, que também morreu. E assim ela foi citando: A rainha Ester, Jesus, S. Pedro...
Em seguida, a jovem citou vários cristãos da paróquia, que foram grandes catequistas e evangelizadores, mas que também já morreram. E ela perguntou: “E agora, a evangelização na nossa paróquia morreu com eles?”
Neste momento, veio do meio do povo um rapaz, subiu no palco e disse, apontando para a plateia: “Nós aqui somos os continuadores desses que nos precederam. Não vamos deixar apagar a memória deles”. E, com a ajuda da apresentadora, foi levantando, um a um, todos os caídos.
Maria Santíssima não morreu, mas também foi para o céu. No seu momento mais difícil, que foi a morte do Filho, certamente ela pensava: “Meu Filho, o que você poderia ter feito por este povo e não fez? Você lhes deu a vida e eles lhe deram a morte; você os salvou e eles o mataram! Mas sei que você se sente realizado, porque fez o que mais queria: a vontade de Deus Pai. Por isso eu também assumo esta minha dor. E mais: Atendendo ao seu pedido, quero ser a Mãe de todos os seus discípulos”.
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