Eugênio Lira da Silva nasceu em Bonfim, BA, dia 08/01/1947. Estudou no colégio dos Irmãos Maristas da cidade e, desde criança, surgiu nele o desejo de dedicar sua vida à defesa dos pobres, como fez Jesus. Formou-se advogado.
Logo que recebeu o diploma, passou a fazer parte da FETAG (Federação dos Trabalhadores da Agricultura). Como na cidade de Santa Maria da Vitória, BA, havia muitos grileiros comprando escrituras falsas de terra nos cartórios e expulsando os moradores, Eugênio mudou-se para lá.
Ele nem imaginava em que enxame de abelhas estava entrando. Logo que chegou, um fazendeiro tentou comprá-lo, para que ele fizesse o trabalho contrário: Tirasse os posseiros daquela área da qual o fazendeiro havia se apoderado.
Mas Eugênio não se vendeu. Pelo contrário, entrou a fundo no caso. Reuniu ampla documentação e o processo foi parar em Salvador.
Formou-se uma CPI na Assembleia Legislativa do Estado, para investigar a questão, e Dr. Eugênio Lira foi designado para depor nessa CPI.
Seis dias antes do seu depoimento, dia 22/10/1977, ele foi assassinado, na rua, ao lado da esposa, grávida. Eugênio tinha 30 anos. O assassino foi preso. Era um pistoleiro que confessou ter sido contratado pelos fazendeiros.
A Missa de sétimo dia foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Grossi, o qual disse na homilia: “Conheço bem a vida do Eugênio e posso garantir que morreu um santo”.
Se Eugênio Lira não tivesse sido assassinado, viveria muitos e muitos anos, lutando pelo seu ideal. Ele foi, mas você está aqui. Todo católico deve ter um ideal na vida. Ideal é um objetivo que escolhemos para a nossa vida. É uma luz que brilha na nossa frente, e queremos conquistar. Só quem tem ideal é plenamente feliz.
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