Certa vez, durante uma guerra, um orfanato foi atingido por uma bomba. As duas irmãs que cuidavam da instituição morreram e várias crianças ficaram gravemente feridas.
Logo chegou a equipe de socorro médico. Uma menina precisava rapidamente de transfusão de sangue para sobreviver.
Como os médicos e enfermeiros não entendiam a língua das crianças, pediram, por gestos, voluntários para doar sangue.
Um braço magrinho levantou-se. Era um menino de nove anos. Ele foi preparado às pressas. A enfermeira introduziu em sua veia uma agulha, e estava retirando o sangue.
Nessa hora, o menino começou a chorar. Chegou uma pessoa que entendia as línguas dos dois. A enfermeira pediu-lhe que perguntasse ao menino o motivo do choro.
Sabe o que era? O garoto pensava que a enfermeira ia tirar todo o seu sangue, e ele ia morrer. Foi só o intérprete explicar, pronto, o menino ficou tranquilo.
Depois de tudo, o médico perguntou a ele por que, mesmo pensando que ia morrer, ofereceu-se para doar sangue. Ele respondeu: “Eu fiquei com dó da minha colega”.
Foi um gesto semelhante ao de Jesus, que doou todo o seu sangue, e morreu, para nos salvar.
Que diferença de nós, que às vezes não temos dó nem para dar um prato de comida a um faminto que encontramos!
Foi de Maria Santíssima que Jesus recebeu o seu bom coração, no lado humano. Que ela nos ajude a imitá-lo!
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