No começo do Séc. XIX, foi batizado, na França, um bebê chamado Guido. A mãe guardou a vela do batismo, que tinha uma fitinha branca amarrada.
No dia da Primeira Comunhão, Guido recebeu Jesus tendo na mão aquela vela, acesa. Na crisma, foi a mesma coisa.
Terminada a crisma, a mãe tirou a fitinha branca da vela, entregou-a ao filho e disse: “Guido, carregue sempre esta fita com você, e nunca a manche com o pecado”. “Está bom, mamãe”, respondeu ele. E a mãe ainda disse: “Antes morrer que pecar, viu filho?” “Sim, mamãe”, respondeu o adolescente.
Daí para frente, Guido carregava sempre a fitinha branca no bolso.
Era o tempo de Napoleão Bonaparte, e Guido foi chamado para a guerra. Tornou-se soldado de Napoleão.
Um dia, numa batalha, Guido foi ferido gravemente. Pediu um padre. O padre veio. Ele se confessou, recebeu a Unção dos Enfermos e a Comunhão. Depois, pediu ao padre: “Por favor, tire do meu bolso uma fitinha branca e a entregue à minha mãe. Diga-lhe que nunca a manchei”.
O padre, ao tirar a fita do seu bolso, ficou comovido e disse: “Filho, a fita está manchada, mas com o seu sangue!” Minutos depois, Guido morreu.
Benditas as mães que nos ajudam a conservar a graça batismal até a morte, mesmo que ela fique manchada com o nosso sangue. Este é o melhor gesto de amor que uma mãe pode fazer ao filho ou à filha. E é também o melhor presente que um filho pode dar à sua mãe.
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