Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

Guido e a fita branca

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No começo do Séc. XIX, foi batizado, na França, um bebê chamado Guido. A mãe guardou a vela do batismo, que tinha uma fitinha branca amarrada.

No dia da Primeira Comunhão, Guido recebeu Jesus tendo na mão aquela vela, acesa. Na crisma, foi a mesma coisa.

Terminada a crisma, a mãe tirou a fitinha branca da vela, entregou-a ao filho e disse: “Guido, carregue sempre esta fita com você, e nunca a manche com o pecado”. “Está bom, mamãe”, respondeu ele. E a mãe ainda disse: “Antes morrer que pecar, viu filho?” “Sim, mamãe”, respondeu o adolescente.

Daí para frente, Guido carregava sempre a fitinha branca no bolso.

Era o tempo de Napoleão Bonaparte, e Guido foi chamado para a guerra. Tornou-se soldado de Napoleão.

Um dia, numa batalha, Guido foi ferido gravemente. Pediu um padre. O padre veio. Ele se confessou, recebeu a Unção dos Enfermos e a Comunhão. Depois, pediu ao padre: “Por favor, tire do meu bolso uma fitinha branca e a entregue à minha mãe. Diga-lhe que nunca a manchei”.

O padre, ao tirar a fita do seu bolso, ficou comovido e disse: “Filho, a fita está manchada, mas com o seu sangue!” Minutos depois, Guido morreu.

Benditas as mães que nos ajudam a conservar a graça batismal até a morte, mesmo que ela fique manchada com o nosso sangue. Este é o melhor gesto de amor que uma mãe pode fazer ao filho ou à filha. E é também o melhor presente que um filho pode dar à sua mãe.

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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