Havia, certa vez, um homem que era bom, e muito humilde. Ele gostava de fazer o bem para as pessoas, mas não queria chamar a atenção para si.
Um dia, seu Anjo da Guarda lhe apareceu e disse: “Deus quer que você seja um instrumento dele, para distribuir o seu amor às pessoas. Ele mandou-me perguntar a você de que modo você quer distribuir as suas graças. Quer o dom de orador? O dom de escritor? Um dom artístico?...”
O homem pensou... e disse: “Eu tenho medo de, recebendo esses dons que você citou, o povo começar a atribuir a mim os benefícios e deixar Deus de lado. Tenho medo também de eu me envaidecer e pensar que sou o tal. Por isso, diga ao Senhor que eu gostaria que ele abençoasse a minha sombra. Porque, como a sombra fica atrás de mim, as pessoas que receberão as graças não verão o meu rosto, nem eu verei o rosto delas, nem saberei que benefícios receberam”.
E assim aconteceu. Quando aquele homem passava, a sua sombra, atrás dele, atraía as melhores bênçãos de Deus: Saúde, inteligência, paz, conversão dos pecadores, emprego, reconciliação... E ninguém ficou sabendo que esses benefícios vieram através da sombra daquele homem. E nem o homem ficou sabendo.
“Que ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).
Vamos também procurar fazer o bem, mas com humildade, atribuindo tudo a Deus.
Maria Santíssima era uma pessoa humilde. Nunca se promoveu. Pelo contrário, quando se referiu a si mesma, chamou-se de escrava, que era uma das profissões mais humildes. “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim conforme a tua palavra”.
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