Certa vez, um homem queria pendurar um quadro na parede. Tinha prego, mas faltava o martelo. E começou a ruminar uma série de pensamentos negativos sobre o vizinho, que tinha martelo:
Será que ele vai me emprestar? Ontem ele me cumprimentou, mas foi uma saudação tão fria! Parecia que ele tem alguma coisa contra mim.
Com esses pensamentos, foi à casa do vizinho e apertou a campainha. Explicou lá de fora que queria seu martelo emprestado. Por ser um pouco cedo, o vizinho demorou um pouquinho para atendê-lo, e isso já encheu-lhe as medidas da desconfiança. Se fosse comigo, pensou, eu atenderia prontamente. E por que ele demora em me emprestar a ferramenta? Será que tem medo de eu não a devolver?...
Ruminando tais pensamentos, quando o vizinho veio pressuroso abrir a porta, dar-lhe um “Bom dia” e pedir desculpas pelo atraso, já com o martelo na mão, o outro disse: “Não quero mais o seu martelo”. Virou as costas e voltou para casa.
Antes de nos aproximarmos de alguém, procuremos ter bons sentimentos a respeito da pessoa.
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