João Eduardo era um pai de família e líder da sua Comunidade rural, no Estado do Acre.
Em 1980, o governo, no seu programa de reforma agrária, desapropriou uma grande área, e encarregou o João Eduardo de fazer a distribuição dos lotes de terra para as famílias dos agricultores sem terra da região.
Durante esse trabalho de distribuição, João descobriu que havia um atravessador vendendo lotes do assentamento. João procurou-o, pediu que ele parasse com aquele ato ilegal, e disse que ia denunciá-lo, caso continuasse. O atravessador o ameaçou de morte, se o denunciasse. E continuou vendendo lotes do assentamento. João Eduardo o denunciou. E não deu outra: Foi assassinado dia 18/01/1981.
O Espírito Santo nos dá coragem para enfrentar até ameaças de morte, a fim de fazer o Reino de Deus acontecer. João Eduardo sabia que a nossa existência não termina na morte. E ele acreditava que, se fosse assassinado, a providência divina não abandonaria a sua família, como de fato não abandonou.
Após a ascensão, os discípulos foram para Jerusalém e ficaram reunidos, aguardando a vinda do Espírito Santo que Jesus havia prometido. E ali, “todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus” (At 1,14). Vamos convidar Maria para estar também em nosso meio, a fim de nos ajudar nas horas difíceis.
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