Estava havendo a Santa Missão numa cidade do interior. Acaba de sair a procissão da penitência, às 05:30 da madrugada. À frente, vai um homem carregando a cruz e, ao seu lado, o missionário com o alto-falante portátil. O povo caminha lentamente, alternando ave-marias com cânticos.
De repente, aparece uma valeta bem funda que atravessa toda a rua. Ao lado dela, muita terra. Encontraram, ao lado, uma pequena passagem, pela qual toda a procissão passou, lentamente.
Depois que todos passaram, o missionário comentou, num tom de velhos amigos:
- Vamos pedir ao prefeito que passe por aqui, a fim de ver a situação desta rua?
Todos olharam para o homem que levava a cruz, e não conseguiram segurar um cochicho e sorrisos.
No final da procissão, o homem da cruz, que era o prefeito, aproximou-se do missionário e disse:
- Peço ao senhor que amanhã passe por aquela mesma rua.
No dia seguinte, o buraco havia desaparecido. Para satisfação de todos, quem levava a cruz era o mesmo homem, o prefeito, que ganhou mais simpatia do povo.
A fé e a política são como duas rodas de uma bicicleta. As duas são diferentes, mas caminham juntas e uma depende da outra. Quem ama a Cristo sonha em implantar no hoje e no aqui o mundo novo desejado por ele. E isto não é possível sem a política.
Na democracia, o poder emana do povo. O povo é a autoridade maior. Por isso, vamos, como cristãos católicos, exercer este nosso poder, aproveitando todas as oportunidades, como fez aquele missionário.
(Fonte: Pe. Clóvis de Jesus Bovo)
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