Havia, certa vez, um menino que tinha um vizinho bem idoso e que era seu amigo.
O garoto gostava de ir à casa deste senhor. Os dois se sentavam juntos, num banquinho na frente da casa, e o velho contava histórias do “seu tempo”. Eram os dois extremos da vida que se tocavam.
Um dia, o menino demorou para voltar para casa, e a mãe se inquietou, mas foi logo à casa do senhor idoso.
Ao se aproximar, viu que os dois estavam sentados no banquinho, chorando. A mãe ficou preocupada e, na volta para casa, perguntou por que ele chorava. O menino disse:
“Morreu uma irmã dele e, devido à distância, ele não pôde ir ao enterro. Por isso ele chorava. E eu estava ajudando-o a chorar”.
Que Maria Santíssima, a Consoladora dos Aflitos, e que estava de pé junto à cruz do seu Filho, nos console em nossas tristezas, e interceda junto de Deus por nós, a fim de que ajudemos os nossos irmãos e irmãs a chorar. Afinal, “consolar os aflitos” é a quarta obra de misericórdia, que aprendemos no catecismo.
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