Certa vez, na antiguidade, um rei quis saber a História do seu povo, desde o começo.
Chamou o melhor historiador do reino e lhe deu uma grande tarefa: “Você será bem remunerado se escrever toda a História do povo do reino, desde o início até hoje”.
O historiador começou logo a trabalhar. Mas, como o reino era grande, e muito antigo, o trabalho foi longo, demorou vinte anos.
Finalmente, foi concluído. Eram dez grossos volumes. O historiador levou-os para o rei.
Mas este já estava com a vista fraca. Por isso pediu ao historiador que resumisse tudo em apenas um volume.
Depois de dois anos, o trabalho estava pronto. Mas, agora, o rei já estava doente. Não conseguia ler nem aquele volume. Pediu ao historiador que resumisse tudo numa apostila de cinco páginas.
Quando terminou o resumo, o rei já estava de cama, próximo da morte. Pediu ao historiador: “Por favor, resuma tudo para mim em pouquíssimas palavras”.
O historiador disse: “Nasceram, viveram, morreram”.
Esse resumo não é só da história daquele povo, mas de todos os povos, de toda a humanidade. “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás tornar” (Gn 3,19). “O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?” (Mt 16,26).
Mas temos outro reino, no qual as pessoas não morrem. Que a nossa história seja escrita com tintas de fé, amor e obediência a Deus. Assim, ela será também gravada com estilete na rocha, e permanecerá para sempre.
Maria Santíssima construiu tão bem a sua história terrena, que foi eleita Rainha do céu e da terra. Ó Virgem pura e santa, rogai por nós.
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