Havia, certa vez, uma casa bonita, mas o quintal deixava a desejar. Era um terreno abandonado, maltratado, oferecendo um aspecto desolador.
Numa manhã de feriado, o marido, sem ter o que fazer, pensou: Já que minha esposa foi visitar seus pais, eu vou melhorar esse quintal. Pegou a enxada, cavou fundo, revirou a terra, quebrou os torrões, misturou com adubo...
No dia seguinte, ao voltar do trabalho, traria sementes de verduras e estaria pronta a horta.
A esposa voltou à noite e nada viu. No outro dia cedo, ao ver o terreno preparado, ela teve uma ideia: Plantar flores. Correu ao mercado, comprou sementes e as plantou.
O marido, por sua vez, plantou as sementes de verduras.
Sem saber os planos um do outro, ficaram esperando os resultados.
Quando as verduras começaram a pintar de verde a terra, apareceram os pesinhos de flor. O marido pensou ser uma praga. Por isso arrancou tudo.
Com igual raciocínio, a mulher arrancou as verduras. E continuaram esperando... Espera inútil dos dois, pois cada um destruiu o que o outro fez.
O amor matrimonial é como uma plantinha, que deve ser regada todos os dias, pela oração e pelo diálogo.
Em um lar onde o casal não tem diálogo, surgem problemas de mil formas. O que um faz, o outro destrói. E o prejuízo é muito maior que perder umas sementes.
Quantas vezes, acontece isso na educação dos filhos! Cada um educa de um jeito e, sem diálogo entre os dois, os filhos escolhem um terceiro caminho, que nem sempre é bom para eles.
Maria Santíssima e S. José tinham tanto diálogo que resolviam juntos os problemas do filho: Fuga para o Egito; procura, quando ele se perdeu no Templo... Sagrada Família, abençoai as nossas famílias.
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