Havia, na antiguidade, um mestre que tinha vários discípulos. Era um bom mestre e querido por todos. Ele também estimava a todos, mas um discípulo lhe era predileto. Essa predileção tornou-se conhecida dos demais, que ficavam enciumados.
Um dia, o mestre resolveu dar uma tarefa para eles. Entregou a cada um uma pomba branca e disse: “Dispersem-se pelo bosque. No momento em que se sentirem sozinhos, soltem a pomba. Depois tragam para mim uma de suas penas”.
Todos os discípulos fizeram exatamente como ele ordenara, menos um, justamente o preferido, que voltou com a pomba. O mestre perguntou-lhe: “Por que você trouxe a pomba de volta, descumprindo a minha ordem?” Ele respondeu:
“Mestre, eu não descumpri a sua ordem. Não soltei a pomba porque em momento algum me senti sozinho. Andei entre as árvores, entrei numa caverna, atravessei um riacho e fiz muitas outras coisas. Mas em nenhum momento me senti sozinho. Em todos os lugares estive acompanhado por Deus. Por isso não soltei a pomba”.
Voltando-se para os demais discípulos, o mestre explicou: “Vocês todos são muito fiéis e dedicados. E eu os trato a todos com a mesma justiça. Mas a minha preferência por este é porque ele é amigo verdadeiro de Deus”.
Obrigado, Maria, porque, em tua humildade, aceitaste o convite de Deus para seres a Mãe do nossa Salvador Jesus Cristo! Ensina-nos a não buscar as glórias humanas, e sim a de Deus.
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