Certa vez, um sábio foi convidado por uma escola para falar aos alunos sobre convivência.
Quando todos estavam reunidos no auditório, ele chegou com uma sacola e, sem dizer nada, foi colocando objetos sobre a mesa.
Pôs uma maçã, um livro, uma lâmpada, um frasco de perfume, umas pérolas, uma bela rosa, uma caneta e um vidro, dentro do qual havia uma lagartixa.
E perguntou aos alunos: “O que vocês estão vendo sobre a mesa?” Um deles disse: “Um bicho”. Outro: “Uma lagartixa”. Um terceiro: “Vários objetos e uma lagartixa se mexendo”... Todos destacavam o estranho animalzinho.
Em seguida, o palestrante comparou aquela mesa com a pessoa humana. “Todos temos dentro de nós uma série de qualidades e de virtudes. Mas o que destacamos no outro, o que vemos em primeiro lugar, são os pontos negativos, aquilo que ele tem de estranho e exótico”.
Quantas vezes somos cegos diante dos valores das pessoas ao nosso redor, mas muito perspicazes aos seus defeitos ou comportamentos estranhos! Um bairro pode ter mil pessoas que se comportam bem. Se uma comete um crime, só esta é divulgada.
Precisamos fazer o esforço contrário: Fixar a nossa atenção nas riquezas do outro, deixando em segundo plano as suas limitações. Só Deus não tem defeitos, e só o diabo não tem qualidades. Toda pessoa é uma mistura de qualidades e defeitos.
Entre tantas qualidades de Jesus, Natanael conseguiu descobrir uma limitação: “De Nazaré pode vir coisa boa?” (Jo 1,46). Mas, depois, ele se converteu e mudou até de nome. É o Apóstolo São Bartolomeu.
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