Havia, certa vez, um menino que era cheio de ilusão. Falava que ia ser músico. O pai deu-lhe um instrumento e queria contratar um profissional para ensiná-lo a tocar. Mas o garoto disse:
“Não precisa, pai! Eu toco do meu modo”. E começou a tocar. Virava, mexia, e só saía uma nota. O menino não conhecia os segredos do instrumento.
Foi ficando com raiva, e disse: “Essa droga não presta!” E jogou o instrumento no lixo.
Não é possível ser autodidatas em tudo. Precisamos aprender dos outros. É vivendo e aprendendo, aprendendo e ensinando.
A aranha, para fazer a sua teia, tira tudo de dentro dela. A formiga faz o contrário: Paga, com suas garrinhas, a folha e a leva toda para a sua casa, sem acrescentar nada de si. Já a abelha usa o meio termo: Paga o néctar na flor, mistura nele um produto que trás dentro de si e produz o gostoso mel.
“Toda manhã o Senhor desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste atenção. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não fiquei revoltado, para trás em não andei” (Is 50,4-5).
Maria, a Mãe de Jesus, foi sua primeira e fiel discípula. O discípulo não é aluno. O aluno olha as costas do professor; o discípulo contempla o mestre de frente, e lê nos seus olhos aquilo que ele não fala.
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