Conta-se que Adriano, imperador romano, chamou um líder cristão e disse-lhe: “Quero ver esse Deus de que falas”. “É impossível”, respondeu o líder. “Para o imperador o impossível não existe”, disse com ironia Adriano.
O líder o conduziu para o terraço do palácio. Era meio dia, o céu estava limpo e o sol forte. O líder disse ao orgulhoso imperador:
“Majestade, olha para o sol e verás Deus.” Adriano elevou os olhos para o alto, e imediatamente cobriu o rosto com as mãos, dizendo: “Não dá para olhar, o sol ofusca a minha vista”.
Então o líder disse: “Não consegues olhar o sol, majestade, porque a luz é forte. E como pretendes ver, com os mesmos olhos, aquele que fez o sol e o universo inteiro, e que é infinitamente mais que todas as suas obras?”
Trata-se de dois modos de vida completamente diferentes: O espiritual e o material, o transcendente e o contingente, o absoluto e o relativo.
“Agora nós vemos num espelho, confusamente; mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente. Atualmente permanecem estas três: a fé, a esperança e o amor. Mas a maior delas é o amor” (1Cor 13,12-13). De fato, a fé e a esperança, na outra vida não existirão mais. Mas o amor, não só continuará, mas será pleno.
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