Certa vez, o Ir. Bruno estava em oração e sentiu-se perturbado pelo coaxar de uma rã. Vendo que todos os seus esforços no sentido de ignorar aquele ruído se tornavam inúteis, ele abriu a janela e gritou: “Silêncio! Eu estou rezando!” Sua ordem foi imediatamente obedecida. Todos os seres vivos calaram suas vozes, a fim de criar um silêncio que pudesse favorecer a oração do Ir. Bruno.
Mas eis que outro som inesperado veio perturbar o Ir Bruno. Era uma voz interior que lhe dizia: “Deus gosta tanto do coaxar da rã como da tua prece”. E aquela voz interior continuou falando: “Por que razão achas que Deus inventou a voz dos animais para perturbar?”
Então o Ir. Bruno abriu novamente a janela e gritou: “Canta!” E o coaxar rítmico da rã retornou a encher os ares, acompanhado por todas as rãs daquele lugar, pelos pássaros e todos os animais. E quando o Ir. Bruno prestou atenção naqueles sons, eles já não o irritavam, e sim ajudavam a rezar.
Então o coração do Ir. Bruno começou a sentir-se em harmonia com o universo.
A natureza é bela e bem feita. É o pecado que nos leva a estragá-la.
Não vamos silenciar nem apagar a natureza ao nosso redor (Cf Sl 8).
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