Certa vez, uma senhora estava gravemente enferma. Os filhos se reuniram, porque sabiam que ela ia morrer. Só não foi um, porque estava preso. Entretanto, a velhinha disse que não morreria sem ver aquele filho.
Como se passaram vários dias e ela não morria mesmo, conseguiram uma licença especial e dois soldados levaram até ela o detento.
Quando o moço chegou diante da mãe, esta fitou-o longamente. Ficou olhando para ele, em seguida fechou os olhos e morreu.
Quem contou essa história foi um sacerdote, na Missa que presidiu numa penitenciária. E o padre terminou a fala com as seguintes palavras: “Aquele preso era eu. O olhar de minha mãe foi o olhar mais marcante que recebi na vida. Jamais o esquecerei. Dei a minha vida por ele”.
Nós precisamos ver o homem novo e a mulher nova, transfigurados, em cada detento, ou pecador, ou marginal, ou mendigo, e ajudá-lo a se transfigurar.
Maria Santíssima, a mulher transfigurada, olha para nós todos os dias com aquele mesmo olhar. Ela vê, atrás das nossas fragilidades, o cristão e a cristã transfigurados. Mãe dos pecadores, rogai por nós.
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