Certa vez, um padre chegou, à noite, à casa de uma família, e a mulher foi logo para o fogão preparar o jantar.
Ao observar o trabalho dela, o padre comentou: “Eu sei rezar Missa e a senhora não sabe; mas a senhora sabe cozinhar e eu não sei. Estamos empatados”.
Foi uma brincadeira, mas com uma grande lição vocacional. Estão empatados diante de Deus, porque nenhuma vocação é maior ou menor que a outra. O importante é cada um cumprir bem a sua.
Quantas pessoas trabalharam nesta camisa que você veste? Você não sabe. Mas também não sabe quantas pessoas se beneficiam com o seu trabalho. Não conhecemos a maioria das pessoas a quem servimos com o nosso trabalho, mas também não conhecemos a maioria das pessoas que, com o seu trabalho, nos servem. As vocações se entrelaçam como uma rede. Cada um de nós dá e recebe ao mesmo tempo. Isso nos encanta e nos dá forças para continuar servindo.
O salário nunca paga o trabalho de uma pessoa humana, pois esta, como filha de Deus, tem valor infinito. A palavra salário vem de sal, símbolo do alimento de que que precisamos para continuar trabalhando. O que nos move a trabalhar é o serviço que prestamos ao próximo.
Jesus disse: “Meu Pai trabalha sempre, e eu também trabalho” (Jo 5,17). De fato, Jesus era conhecido em sua cidade pela sua profissão: O carpinteiro.
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