Certa vez, um padre estava viajando de carro, e parou em um restaurante para almoçar. O refeitório estava cheio de motoristas, todos almoçando.
Chegava um, levantava-se outro, e ninguém rezava. O padre, lá no canto, observava a cena e pensava: Está vendo? A gente insiste tanto na igreja para o povo rezar às refeições, mas não adianta nada!
De repente, um motorista de caminhão, com a camisa desabotoada e a barriga um pouco avançada, levantou-se da mesa e fez o sinal da cruz, sem nenhum respeito humano.
O padre achou aquilo tão bonito que não aguentou. Levantou-se, foi atrás do homem e lhe disse:
- “Parabéns para o senhor!”
- “Parabéns por quê?”
- “Porque o senhor rezou. Eu estou observando aqui, ninguém reza. Mas o senhor rezou.”
- “Rezei!? Que hora que eu rezei?”
- “Agora. O senhor não acabou de fazer o sinal da cruz, quando se levantou da mesa?”
- “Não, moço! É que, no final das refeições eu costumo dizer: ‘Cuca fresca’ (pôs a mão na testa), ‘barriga cheia’ (pôs a mão na barriga), ‘dinheiro no bolso’ (pôs a mão no bolso da camisa): ‘Tudo bem”.
E o padre voltou para terminar o seu almoço, triste e envergonhado pelo fora que deu, interpretando errado os gestos do homem. Ninguém reza mesmo! pensou.
O hábito de rezar às refeições, além de manter a família unida, é um belo testemunho de fé.
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