Certa vez, uma família convidou o padre da paróquia para almoçar na sua casa, no domingo. A família tinha um papagaio, devidamente registrado no Ibama.
Durante a refeição, o padre percebeu que o papagaio estava com o bico amarrado com uma tira de pano. Curioso, perguntou por que aquilo.
“É porque ele fala muito palavrão”, responderam. “Nós ficaríamos com vergonha aqui, se ele falasse na frente do senhor”.
Ficou pior! O concerto ficou pior que o soneto. Papagaio não tem inteligência; ele simplesmente repete aquilo que ouve com frequência.
E o fato de amarrarem o bico dele, para o padre não ouvir, mostra que a família tinha consciência de que é errado falar palavrões. Mostra ainda que, mesmo sabendo que é errado, queriam dar uma de santos diante do padre, o que caracteriza a atitude farisaica.
Portanto, foi muito pior amarrar o bico do papagaio, do que se não tivessem amarrado e a ave falasse os palavrões.
“Não há nada oculto que não seja revelado”, mesmo que seja por um papagaio. Há vários tipos de palavrões: Se é baixaria em torno de sexo, o povo chama de “boca suja”. Se é falar mal dos outros, o povo chama de “linguinha afiada”. Se é zombar das coisas santas, como o casamento, ou das pessoas consagradas a Deus, é sacrilégio.
Deus nos livre disso! Mãe Imaculada, rogai por nós.
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