Certa vez, o poeta alemão Raniero foi a Paris, para ficar ali três semanas. Todos os dias ele encontrava na calçada uma pobre mulher, pedindo esmola. Quando as pessoas passavam, ela não dizia nada, simplesmente estendia a mão. Quando alguém punha uma moeda, ela agradecia com um sorriso.
Um dia, o poeta parou diante dela e entregou-lhe uma rosa. A mulher pegou a flor, levantou o olhar para Raniero e beijou demoradamente a sua mão. Em seguida, ela se levantou e foi embora, levando a rosa.
Nos dias seguintes, o poeta não viu mais a mulher assentada na calçada. Teria mudado de ponto? Mas, uma semana depois, lá estava ela no ponto costumeiro. Raniero perguntou ao seu amigo, de que ela teria vivido nesses dias. “Viveu da rosa”, respondeu ele.
O amor nos sustenta a alma e o corpo. “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4). A vida tem a cor do amor que lhe damos e que recebemos.
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