Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

O poder da educação

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Licurgo foi um legislador grego, natural de Esparta, do séc. V antes de Cristo. Conta-se que um dia ele foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite, mas pediu seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema.

Transcorridos os seis meses, ele compareceu perante a assembleia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo entraram pessoas portando quatro gaiolas grandes. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães.

A um sinal combinado, abriram a porta de uma das gaiolas e uma pequena lebre branca saiu a correr, espantada, pelo auditório. Logo em seguida foi aberta a gaiola em que estava um cão. Este saiu correndo ao encalço da lebre e a trucidou rapidamente.

A cena chocou a assembleia, causando uma grande comoção. Ninguém conseguiu entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou.

Em seguida, foi aberta a gaiola da segunda lebre, a qual saiu saltitando. Depois, o outro cão foi solto. O povo mal continha a respiração. No primeiro instante, o cão correu em direção à lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la, os dois começaram a brincar um com o outro. Nesta hora, Licurgo explicou:

- Vocês acabam de assistir a uma demonstração do que pode a educação. Ambas as lebres são filhas da mesma mãe e foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os cães. A diferença entre os cães reside na educação.

E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excelências do processo educativo: A educação baseada numa concepção exata da vida transformaria o mundo. Devemos educar nosso filho, esclarecer sua inteligência, mas, antes de tudo, falar ao seu coração, ensinando-o a despojar-se das suas imperfeições.

O verbo educar é originário do latim educare ou educere, quer dizer extrair de dentro. Percebe-se, portanto, que a educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim em trabalhar as potencialidades interiores da pessoa, a fim de que floresçam, à semelhança de bela e perfumada flor. (Fonte: Pe. Valdo Bartolomeu)

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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