Certa vez, um casal, após a celebração do casamento, chegaram em casa e viram sobre sua cama duas caixas parecidas, uma para ele e outra para ela. Abriram-nas, eram dois pares de sapatos de couro.
Dentro de cada caixa havia um lindo cartão com os seguintes dizeres: “Meus filhos, este presente pouco significa, se não fosse a semelhança que tem com o casamento.
Quando novos, embora bonitos, chegam por vezes a machucar os pés, dificultando a caminhada. Mas com o tempo eles vão amaciando e se adaptando aos pés, a ponto de nem nos lembrarmos deles. Nesta hora, recusaríamos a trocar por outros, por mais bonitos e vistosos que sejam.
O casamento é assim. No começo é difícil. A adaptação e o ajustamento custam renúncias e humildade. Decorrido algum tempo, a vida em família se torna agradável e o casal se sente feliz. Comecem hoje a amaciar os seus sapatos, isto é, a vida a dois”. Assinado: Seu pai.
“Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e, para o experimentar, perguntaram: ‘É permitido ao homem despedir sua mulher por qualquer motivo?’ Ele respondeu: ‘Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: Por isso o homem deixará pai e mão e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe” (Mt 19,1-6).
O casal é chamado a viver continuamente em comunhão. Essa comunhão humana é completada e aperfeiçoada pela comunhão com Deus, na Igreja. O casal encontra na Igreja todos os meios de que precisa para perseverar e ser feliz no casamento. A Eucaristia traz o cume da felicidade para o lar.
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