Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

O presépio com dois bebês

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Certa vez, uma jovem estava ensinando catecismo em um orfanato do governo, cujas crianças tinham sido abandonadas pelas mães logo ao nascer.

Naquela aula, a catequista explicava a história do Natal, como Maria e José chegaram a Belém e, devido às hospedarias estarem lotadas, foram obrigados a se refugiar em uma gruta, onde Maria, após dar à luz, teve de colocar o bebê em um cocho de animais.

As crianças estavam atentas ao relato, algumas assombradas. Terminada a narração, a catequista deu a cada criança uma folha de papel e pediu que desenhassem a gruta com o menino Jesus e os pais. Elas nunca tinham visto um presépio.

Caminhando pelo meio delas, a catequista descobriu um desenho que tinha dois bebês, em vez de um. Ela aproximou-se do pequeno, que parecia tem uns seis anos, e pediu que explicasse por que fez dois bebês e não um só.

Ele cruzou os bracinhos, olhou para o desenho e contou a sua história. Disse:

- Quando Jesus nasceu e Maria o colocou na manjedoura, Jesus viu que eu também não tinha um lugar para morar e pediu que eu ficasse ali com ele. Fiquei agradecido, deitei-me ao seu lado e lhe dei o que senti que ele mais precisava: O calor. Jesus me pediu que ficasse com ele para sempre.

Aquele pequeno órfão viu em Jesus alguém que nunca o abandonou e nunca se aproveitaria dele. Por isso era feliz.

O importante não é tanto olhar para Maria, mas na direção em que ela olha, isto é, para seu Filho.

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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