Certa vez, uma jovem estava ensinando catecismo em um orfanato do governo, cujas crianças tinham sido abandonadas pelas mães logo ao nascer.
Naquela aula, a catequista explicava a história do Natal, como Maria e José chegaram a Belém e, devido às hospedarias estarem lotadas, foram obrigados a se refugiar em uma gruta, onde Maria, após dar à luz, teve de colocar o bebê em um cocho de animais.
As crianças estavam atentas ao relato, algumas assombradas. Terminada a narração, a catequista deu a cada criança uma folha de papel e pediu que desenhassem a gruta com o menino Jesus e os pais. Elas nunca tinham visto um presépio.
Caminhando pelo meio delas, a catequista descobriu um desenho que tinha dois bebês, em vez de um. Ela aproximou-se do pequeno, que parecia tem uns seis anos, e pediu que explicasse por que fez dois bebês e não um só.
Ele cruzou os bracinhos, olhou para o desenho e contou a sua história. Disse:
- Quando Jesus nasceu e Maria o colocou na manjedoura, Jesus viu que eu também não tinha um lugar para morar e pediu que eu ficasse ali com ele. Fiquei agradecido, deitei-me ao seu lado e lhe dei o que senti que ele mais precisava: O calor. Jesus me pediu que ficasse com ele para sempre.
Aquele pequeno órfão viu em Jesus alguém que nunca o abandonou e nunca se aproveitaria dele. Por isso era feliz.
O importante não é tanto olhar para Maria, mas na direção em que ela olha, isto é, para seu Filho.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.