Havia, certa vez, um operário de construção que todos os dias comia a mesma coisa: sanduíche de queijo.
Os outros operários esperavam com alegria o toque da sirene para o almoço, quando se dirigiam ao galpão, onde haviam guardado suas refeições. Uns esquentavam, outros não. Todos comiam com visível prazer. Mas aquele trabalhador comia seu sanduíche de queijo reclamando.
Ele sempre repetia: “Detesto sanduíche de queijo!” Comia silenciosamente e no final amassava o papel, jogava-o no lixo e repetia a conhecida frase: “Detesto sanduíche de queijo”.
Um dia, um dos colegas sugeriu: “Por que você não pede a sua esposa que faça um sanduíche diferente?” Ele respondeu: “Quem disse que é a minha esposa quem prepara? Sou eu mesmo!”
Cada pessoa colhe aquilo que planta, ou come o sanduíche que prepara.
Muitas vezes, as nossas desavenças nascem de nós mesmos. Somos nós que fazemos uma imagem do outro que não corresponde à realidade. Depois, começamos a nos desentender com a pessoa, baseados numa imagem que nós mesmos criamos.
Maria Santíssima, no Magnificat, cantou a misericórdia de Deus até sobre fatos ainda não acontecidos: “A sua misericórdia se estende de geração em geração”. Hoje nós podemos cantar o Magnificat, agradecendo fatos do passado, do presente e do futuro. “Ele mostrou a força do seu braço”.
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