Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

O sino cheio de sujeira

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Certa vez, um grupo de turistas estava andando numa região rural, e encontrou no meio do pasto uma capela velha. Ela estava já sem o telhado e algumas paredes tinham caído. Dentro dela, era só mato.

Entretanto, a torre estava intacta e, lá em cima, estava o sino. Viram que havia um arame amarrado no badalo do sino, cuja ponta estava à altura da mão.

Um rapaz pegou logo o arame e puxou. Mas não saiu som nenhum. Ele percebeu que o sino não ressoava porque estava cheio de sujeira. Telhas de aranha, formigas, até caixa de marimbondo abandonada. O sino estava todo entupido.

O rapaz subiu a torre e limpou o sino. Depois desceu e puxou o arame. Aí sim, saiu aquele som bonito de um sino de bronze. Até o gado gostou e veio ouvir de perto.

Nós somos como aquele sino. Se estamos sujos de pecado, a nossa comunicação também sai suja, feia e prejudicial aos outros. O nosso testemunho não ressoa e é fraco como o barulho de um sino sujo.

Maria Santíssima, depois de Jesus, é o sino mais bonito que existe. Que ela cante e nos encante para o seu Filho.

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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