Havia, certa vez, um mascate que vendia bonés. Ele andava com seu malote pelas ruas e praças oferecendo seus bonés.
Um dia, ele foi surpreendido pela noite, quando atravessava um bosque, e resolveu dormir debaixo de uma árvore. Para se proteger do sereno, abriu o malote, pegou um boné e com ele cobriu sua cabeça.
O bosque era habitado por bandos de macacos e, naquela árvore, havia vários deles, os quais, sem que o homem percebesse, observavam tudo.
Assim que o homem dormiu, os bichos desceram de mansinho, foram até o malote, cada um pegou um boné, atolou-o na cabeça como fez o homem, e todos voltaram para os galhos da árvore. Ali roncavam como fazia o mascate.
Ao amanhecer, o homem acorda, levanta-se e vê o malote vazio. Começa então a lamentar-se: Fui roubado!
Ouvindo um barulho, olhou para cima e, para surpresa sua, viu um bando de macacos, todos com bonés na cabeça. Irritado, levou a mão à cabeça, pegou o seu boné e atirou no chão.
Nessa hora, aconteceu o imprevisto: Todos os macacos fizeram a mesma coisa: Tiraram seus bonés da cabeça e jogaram para baixo. Foi aquela chuva de bonés caindo no chão. Mais que depressa, o mascate os ajuntou, colocou no malote e continuou o seu caminho.
Até os animais nos imitam. As crianças imitam os pais. Os alunos imitam os professores. A palavra convence, o exemplo arrasta.
“Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” (1Cor 4,16).
(Fonte: Pe. Clóvis de Jesus Bovo)
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