Certa vez, uma professora resolveu dar de presente para uma aluna um vestido. Tratava-se de uma menina pobre, que vinha à aula com roupas em péssimas condições, contrastando com o seu corpinho tão belo. A professora comprou para ela um vestido azul.
No dia seguinte, a aluna apareceu com o vestido azul e uma fita no cabelo. Já que o vestido era tão bonito, a mãe resolveu colocar nela a fita.
Sua irmã menor chorou, brigou e quis também um vestido novo. O pai comprou. A mãe começou a arrumar melhor a filha para ir à escola. Fazia-a tomar banho, arrumava as unhas, o cabelo...
E as coisas foram mudando naquela casa. Como as paredes estavam feias, o pai resolveu dar uma pintura. Arrumou também a frente, o murinho e o jardim.
A casa se destacou na rua, e os vizinhos não quiseram ficar para trás. Arrumaram suas casas também.
Em pouco tempo, o bairro todo estava mais bonito. O problema era a poeira e, quando chovia, o barro nas ruas. Formaram uma comissão, foram à prefeitura e reivindicaram o asfaltamento do bairro.
E assim, aos poucos, o bairro todo se transformou. Tudo por causa de um vestido azul. Ou melhor, por causa da boa ação de uma professora, que empregou o seu dinheiro a serviço do bem.
As nossas ações boas, por pequenas que sejam, são abençoadas por Deus e se multiplicam.
Maria Santíssima era apegada a uma única riqueza: Aquela que o anjo Gabriel destacou ao cumprimentá-la: “Ave, cheia de graça!” Que ela nos ajude a servir sempre a Deus e nunca ao dinheiro, a fim de sermos também cheios de graça.
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