Havia, certa vez, um viúvo, cuja esposa tinha falecido a pouco tempo, e ele morava numa casa de roça, junto apenas com seu filhinho de alguns meses.
Ele tinha em casa uma raposa que era sua amiga. Desde pequenina, ele a trouxe para casa e era tratada como animal de estimação. Ela fazia até as vezes de um cachorro, ajudando a guardar a casa, nas saídas necessárias do seu dono.
Os vizinhos sempre o alertavam: “Cuidado! Raposa é um bicho selvagem. Um dia ela pode sentir fome e comer a criança”. Mas ele respondia que a raposa era sua amiga e jamais faria uma coisa dessas.
Um dia, quando ele voltou, a raposa veio feliz ao seu encontro, mas toda ensanguentada. O homem suou frio. Os vizinhos tinham razão, ela comeu o meu filhinho, pensou. Mais que depressa, com o machado que tinha na mão, matou a raposa.
Ao entrar em casa, qual não foi a sua surpresa: O filhinho estava no berço, dormindo e, ao lado, uma cobra morta!
Aquele senhor, cheio de tristeza, pegou o cadáver da querida raposa e o enterrou, junto com o machado que a matara. Em cima da cova, plantou uma árvore, que regava todos os dias.
O viúvo foi precipitado. Deixou levar-se pelo primeiro impulso. Quantas lágrimas a precipitação tem causado, tanto às pessoas precipitadas como às suas vítimas!
Os nossos conhecimentos são limitados, e podemos nos enganar. Daí a necessidade de nos apegarmos com Deus, que nunca se engana.
Maria Santíssima é nossa Mãe. Certamente, se aquele pai tivesse rezado na hora, não teria sido tão precipitado. Ó Maria, vossos filhos protegei.
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