Havia, certa vez, dois lenhadores. Um se chamava João e o outro José. Eles trabalhavam perto um do outro. O João era casado, tinha mulher e filhos para tratar. O José era solteiro, mas cuidava da mãe idosa e de uma irmã doente.
O João tinha dó do José e diariamente recolhia um pouco de lenha e punha, escondido, na pilha do José.
O José fazia o mesmo com o João, também sem ele perceber.
E assim foi, durante um bom tempo. Cada um tinha dó do outro, e o ajudava, escondido.
Até que um dia os dois descobriram. Aí, é claro, eles se abraçaram emocionados. A amizade que havia entre eles cresceu ainda mais.
“Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça o mesmo” (Lc 3,11).
“A religião pura e sem mancha aos olhos de Deus é esta: Cuidar dos órfãos e das viúvas em suas necessidades, e conservar-se puro da corrupção deste mundo” (Tg 1,27).
“Maria partiu apressadamente para a região montanhosa... Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel” (Lc 1,39-40). O dom do amor nos torna apressados em ajudar.
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