Certa vez, dois loucos, o João e o Pedro, resolveram fugir do manicômio. Acontece que eles tinham de pular sete muros altos. “Isso nós conseguimos”, disseram um ao outro. E começaram.
Quando terminaram de pular o segundo muro, o João disse: “Pedro, você está cansado?” “Não”, respondeu o Pedro. “Então vamos continuar”, falou o João.
Pularam o terceiro e o quarto muro. O João perguntou de novo:
- “Pedro, você está cansado?”
- “Não.”
- “Então vamos continuar.”
Quando terminaram de pular o sexto muro, o João perguntou: “Pedro, você está cansado?” “Estou”, respondeu o Pedro. “Então vamos voltar”, decidiu o João. E pularam de volta todos os seis muros, ao invés de pular apenas um que faltava.
E assim, por causa de um muro, os dois perderam a oportunidade de alcançar a liberdade e deixar de ser loucos.
Quem abandona um curso no último ano, a não ser por um motivo muito especial, comete essa loucura.
Quem abandona o casamento, idem. A felicidade exige perseverança, exige continuar a luta até o fim. “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62).
A oração é uma porta aberta ao infinito. Através dela, Deus nos dá a graça da perseverança, entre tantas outras.
“Ensina teu povo a rezar, Maria, Mãe de Jesus!”
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