Certa vez, em uma aldeia de índios, o filho único de uma família veio a falecer. O pai, na sua dor, levou a criança a todos os vizinhos e dizia: “Deem-me um remédio para salvar meu filho!” As pessoas ficavam penalizadas, pensando que ele tivesse enlouquecido.
Alguém lhe indicou um médico que seria capaz de restituir a vida ao menino.
Correndo, dirigiu-se ao endereço do médico. Este lhe disse: “É preciso que você me traga um punhado de sementes de mostarda, para curar seu filho”. Isto seria muito fácil de resolver. Mas acrescentou: “As sementes devem provir do quintal de uma casa onde ninguém tenha perdido nenhum filho, nem marido ou esposa, nem pais, nem amigos”.
Coitado do índio! Bateu de porta em porta e todos lhe contavam histórias tristes da perda de um ente querido.
Cansado e desolado, sentou-se num barranco à beira da estrada. Caía a noite. Ao mesmo tempo em que a escuridão tomava conta da aldeia, ele viu as luzes se acendendo em cada choupana. Neste momento, ele entendeu o destino da vida humana. Na sua dor, pensou: “Como sou egoísta! A morte bate em todas as portas e eu queria que na minha ela não batesse!”
O que adiante ficar buscando os primeiros lugares aqui na terra? O importante é ter um lugar no Céu, que será a nossa morada para sempre.
Vamos pedir a Maria Santíssima que nos ajude a abandonar o cristianismo “de fachada”, e nos ensine a viver a fé autêntica, pois esta passa para a eternidade.
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