Certa vez um padre, ao almoçar na casa de uma família da paróquia, ficou intrigado com um prato. Era um frange assado, mas cujas coxas foram assadas separadamente. Curioso, o sacerdote perguntou o motivo por que ela assou o frango daquela maneira.
A mulher respondeu que não sabia, mas é daquele jeito que sua mãe assa frangos, e que ela aprendeu. O importante era que ficava muito gostoso. O importante é que fica muito gostoso, concluiu ela.
O padre conhecia a mãe dessa senhora e resolveu investigar. Foi até a casa dela e perguntou por que assa frangos separando as coxas. Ela deu a mesma resposta da filha. Disse que havia aprendido com sua mãe essa forma de assar frangos e, como ficava muito gostoso, era assim que fazia.
Como o padre era muito curioso, e sabendo que a mãe desta senhora ainda estava viva, continuou investigando. Viajou até o local onde residia a velhinha, que era bem distante, em outro município. Lá descobriu que ela usava ainda fogão a lenha.
Perguntou por que ela assava frangos com as coxas separadas. Ela respondeu:
- Padre, é muito simples. Se eu for assar o frango inteiro, com as coxas, ele não cabe na minha assadeira. Por isso tenho de cortar as coxas.
O padre então descobriu que aquela senhora tinha um motivo real para assar frangos separando as coxas. Mas a filha e a neta, com suas assadeiras modernas, não tinham. Não havia, portanto, nenhum motivo que justificasse aquele procedimento.
Nem sempre a solução que foi boa para uma pessoa será também para outra. Para situações novas, vamos ser criativos e descobrir soluções também novas.
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