Pedro Malasartes morava com sua esposa numa região afastada e no meio do mato, em uma casinha de pau-a-pique.
Um dia, ele armou, perto de sua casa, uma armadilha de caçar veado, chamada mundéu.
No dia seguinte, Pedro foi conferir e viu um veado preso, com a corda no pescoço. De lá mesmo gritou: “Mulher, pode jogar o feijão fora, porque hoje teremos carne! Pegamos uma caça gorda”.
Buscou sua foice e deu um golpe. Mas o bicho pulou e, em vez de ele atingi-lo, acertou foi a corda, cortando-a! Assim, o animal saiu correndo e sumiu no mato.
Aquele dia foi triste para o Pedro e sua mulher: Nem feijão nem carne.
Não deixar o certo pelo duvidoso. Cuidar bem das coisas que temos, antes de procurar outras.
Havia um coordenador de Comunidade que todos os domingos criticava as pessoas presentes, dizendo que eram velhas e que não apareciam jovens. Um dia, uma senhora levantou a mão e reclamou, dizendo que ele estava humilhando a todos que estavam ali.
O mesmo acontece quando um grupo de cristãos católicos começa a diminuir em número, e o assunto principal das reuniões passa a ser este. Onde está fulano? E fulana?... Assim, o tempo da reunião passa e não cumprem a missão dela, que é o enriquecimento espiritual dos seus membros. Vamos cuidar do feijão que temos, e não jogá-lo fora antes de ter a gostosa, mas incerta, carne.
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