Começou a santa Missa da Primeira Comunhão em uma capela da África. As crianças estão vestidas com um uniforme singelo, mas limpinho, e calçam sapatinhos ou sandálias. Seguram a vela enlaçada com a fita branca e olham atentamente para o desenrolar da cerimônia no Altar.
Chegou a hora da Comunhão. Todas se alinharam na direção do Altar. Só então, repararam que, no fim da fila, havia uma menina descalça! Provavelmente seus pais não tiveram dinheiro para comprar nem sequer um par de sandálias.
Movida por um sentimento espontâneo de solidariedade, a menina que estava ao seu lado tirou seus sapatinhos. Instintivamente todas as crianças fizeram o mesmo, e foram comungar de pés no chão. Não queriam que sua coleguinha se sentisse inferior.
“Como o Pai me enviou e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que me come viverá por meio de mim” (Jo 6,57). Em outras palavras, quem comunga vive a vida de Jesus e por meio dele, isto é, impulsionados e sustentados pela graça dele. A pessoa torna-se uma reprodução de Jesus na terra, movida pela própria força de Jesus. A graça de Deus fez isso acontecer com aquelas crianças, mesmo antes de receberem Eucaristia.
“Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15,9-10).
O Corpo de Cristo que recebemos na Eucaristia, foi Maria que gerou. Que ela nos ajude a comungar bem, e cada vez melhor.
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