Certa vez, um senhor idoso morava sozinho e estava passando por sérias necessidades. Já não conseguia mais cozinhar nem cuidar da casa.
Os filhos eram todos casados e ninguém se importava com ele.
Um dia, o velho teve uma ideia. Ele tinha um amigo que trabalhava em uma firma de seguros, que tinha barras de ouro em seus cofres. Através do amigo, conseguiu da firma uma barra de ouro emprestada, apenas por dois dias, e assinou o termo de responsabilidade.
Quando a barra chegou à sua casa, ele a pegou, colocou numa sacola, foi à casa de um dos filhos e lhe disse: “Ontem eu estava andando na beira do asfalto e achei isto aqui. Não mostrei ainda para ninguém”.
O filho a examinou e disse: “Isto é ouro puro, pai! Tem altíssimo valor. A sua casa não é segura para guardá-lo. Vamos fazer o seguinte: Aqui na minha casa há dois quartos vazios, eu convido o senhor para vir morar aqui. Eu vou comprar um cofre e embuti-lo na parede do quarto. Assim, o ouro ficará seguro”.
O pai concordou. No mesmo dia, o filho comprou o cofre, chumbou na parede e colocou dentro a barra de ouro. Logo que o filho se retirou, o pai tirou a barra de ouro e devolveu.
No cofre ele colocou uma pedra de paralelepípedo e, ao lado, um belo cartão com as seguintes frases bíblicas: “Meu filho, ampare seu pai na velhice!” (Eclo 3,12). “Quem honra seu pai, alcança o perdão dos pecados, e será ouvido por Deus na oração” (Eclo 3,3-4).
O que aquele vovô quis ensinar ao filho foi que a pessoa humana vale mais que o ouro.
Assim, o velho pai viveu mais dignamente os seus últimos anos.
Quando morreu, o filho foi logo abrir o cofre. Mas, para surpresa sua, em vez de ouro, encontrou a pedra sem valor, e a mensagem.
Esta mesma esperteza foi usada por Jesus quando lhe perguntaram se deviam ou não pagar o imposto a César (Cf Mt 22,15-21), quando lhe perguntaram com que autoridade ele fazia aquelas coisas (Cf Mc 11,27-33), e por S. Paulo, quando conseguiu dividir o tribunal e assim ser libertado (Cf At 34,6-7).
Que Maria Santíssima nos ajude a usar o dinheiro corruptível para ganhar os bens eternos.
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