Havia, certa vez, um casal que tinha uma filha de cinco aninhos, paralítica. A casa era um sobrado.
No dia do aniversário da mãe, o pai chegou em casa para o almoço, a esposa estava no andar de cima e a menina embaixo.
Ele entregou à criança um presente, pegou-a nos braços e subiu com ela a escada. Lá em cima, a menina deu o presente à mãe, junto com um abraço e um beijo, tudo sem sair dos braços do pai. A mãe ficou muito feliz, e a garotinha mais ainda.
Na verdade, foi a menina que deu o presente. Mas quem a levou a isso foi o pai. Assim acontece conosco na oração. Quem reza somos nós, mas nos braços de Deus.
Quem toma a iniciativa da oração é sempre Deus. Ele que percebe as nossas necessidades e nos inspira, nos move a pedir, agradecer, louvar, ou pedir perdão.
Ele faz isso sem interferir na nossa liberdade. Se nos fecharmos e não atendermos aos seus convites, seríamos como aquela menina, se ficasse no andar de baixo e não quisesse subir com o pai. Se não quisermos rezar, Deus fica ao nosso lado, com pena, mas o que fazer? Afinal, somos livres.
Quando aceitamos o convite de Deus e rezamos, a oração age em nós como limpa-brisa de carro. Pois a nossa vida vai continuamente sujando e embaçando. As nossas falhas vão se somando, e isso obscurece a inteligência, enfraquece a vontade, descontrola os sentimentos... É hora de ligar o limpa-brisa. Imediatamente a oração limpa tudo e nos traz a paz.
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