Havia, certa vez, uma esposa que vivia reclamando da televisão. Ela queria que o marido comprasse uma nova. Ele sempre dizia que ainda não estava em condições. Apesar da explicação, ela andava o tempo todo de mau humor.
Um dia, ela foi passear no jardim da cidade, com o filho de doze anos, que queria andar de skate. Lá, enquanto o filho brincava, ela viu um menino do tamanho do seu filho, sentado num banco. O garoto parecia triste. Ela aproximou-se para conversar:
“Você não tem skate?” perguntou. Ele respondeu: “Tenho. Mas eu não quero brincar”. “Por quê? O que houve?” insistiu a senhora. Ele, com a cabecinha baixa, disse: “Meu pai separou-se da minha mãe e arrumou outra mulher!”
Aquela senhora caiu em si e pensou: Eu tão preocupada com uma televisão, e não valorizo o esposo que tenho! Ao voltar para casa, deixou o mau humor e nunca mais reclamou da televisão.
Nunca se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a Maria Santíssima e não tenha sido atendido.
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