Certa vez, um rei dirigiu-se, acompanhado de sua comitiva, a um lugar bem distante da sede do reino. Foram vários dias de carruagem.
Ao chegar, cansado de tantas cerimônias e protocolos de acolhida, resolveu dar um giro, sozinho, pelas dependências da casa. Desfez-se da roupa real e saiu sem rumo.
Ao chegar à cozinha, perguntou ao cozinheiro: “Quanto o senhor ganha?” O homem, que não suspeitava que aquele homem fosse o rei, respondeu: “Eu ganho tanto quanto o rei”.
Sem entender a resposta, o rei retrucou: “Como assim? Você quer comparar o seu trabalho de assar galinhas ao do rei que dirige os altos destinos do reino?”
“O serviço pode ser diferente”, sustentou o cozinheiro. “Mas o salário é o mesmo. Eu, com o meu trabalho, ganho o Céu. O rei, com o trabalho dele, ganha o mesmo Céu. Isso se nós dois cumprirmos a nossa obrigação por amor a Deus”.
“Irmãos, aspirai aos dons mais elevados. Vou mostrar-lhes um caminho incomparavelmente superior: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, mas não tivesse amor, eu seria como um bronze que ressoa ou um címbalo que retine” (1Cor 12,31-13,1).
O que importa para Deus não é o quanto ou o que fazemos, mas o amor com que fazemos as coisas.
Enchamo-nos de segurança, pois temos como mãe a própria Mãe de Deus e Rainha do Céu e da terra.
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