Certa vez, um professor quis fazer uma experiência com seus alunos. Arrumou um balde transparente. Ao entrar na classe, colocou-o em cima da mesa e perguntou: “Este balde está vazio ou cheio?” Todos responderam: “Vazio”.
Ele pegou, de dentro de uma caixa que havia levado, várias pedras grandes e encheu o balde até a boca. Perguntou: “Agora está vazio ou cheio?” Os alunos responderam: “Cheio!”
O professor pegou pedrinhas menores e despejou no balde. Elas entraram pelos vãos das pedras grandes, e coube uma boa quantidade de pedrinhas.
Perguntou novamente: “E agora, o balde está vazio ou cheio?” Os alunos já ficaram meio desconfiados, mas alguns responderam: “Agora está cheio”.
O professor pegou um vaso com areia e despejou. Coube muita areia entre as pedras. Perguntou de novo. “Agora sim”, disseram os alunos, “o balde está cheio”.
O professor pegou uma jarra com água e despejou. Coube toda a água da jarra no balde.
A nossa vida é como aquele balde. Sempre cabe mais. As pedras grandes foram os sacramentos que recebemos: O batismo, a crisma, a primeira comunhão... Mas nem por isso já estamos “cheios”. Precisamos dar ainda muitos passos à frente. Somos caminheiros da esperança, a nossa vida é caminhar.
O povo hebreu, quando saiu do Egito, começou a caminhar pelo deserto rumo à terra prometida. A caminhada durou trinta anos. Cada dia, ao anoitecer, eles armavam suas tendas. No outro dia cedo, as desarmavam, punham nas costas e continuavam a caminhada.
A morte será a nossa “terra prometida”, isto é, o nosso ponto de chegada deste longo caminho pelo deserto da vida.
Que ninguém de nós fique parado, pensando que já chegou ao cume da montanha da perfeição e da santidade.
Queremos ser como Maria Santíssima. Olhar para Deus, abrir os braços e dizer: “Eis aqui a escrava, o escravo do Senhor. Estou pronto. Falai, Senhor, que vosso servo escuta. Ainda há lugares vazios dentro de mim, onde quero que despejes a Água Viva da vossa graça”.
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