Há cinquenta anos, havia, numa cidade grande brasileira, um radialista que era querido por todos, especialmente pela juventude. Ele era católico, mas não praticante.
Seus amigos conseguiram levá-lo para o Cursilho de Cristandade. A notícia se espalhou, e todo mundo ficou na expectativa para ver a reação dele, após o encontro de renovação cristã.
O encerramento do Cursilho foi em um ginásio de esportes, que ficou lotado. 90% eram fãs do radialista.
Entretanto, quando chegou a vez dele falar, e de dar o seu testemunho sobre o que significou para ele o Cursilho, o radialista simplesmente se levantou e disse: “Eu não posso dizer nada agora”. E sentou-se. A frustração foi geral.
Mas, quinze dias depois, numa reunião de grupo de cursilhistas, ele deu um testemunho belíssimo. E contou: "No encerramento do Cursilho, eu não podia falar nada, porque eu pertencia a uma entidade que a Igreja Católica não aprova. Eu era secretário da entidade. Logo que saí do Cursilho, na primeira reunião que tivemos, entreguei o meu cargo e me desliguei da entidade. Agora sim, estou livre para assumir a minha missão de cristão católico no mundo".
Daí para frente, ele foi um cristão exemplar, na família, na Igreja e na profissão.
Infelizmente, um ano depois faleceu, vítima de acidente de carro.
Este senhor era como S. Paulo Apóstolo: coerente com as próprias convicções. Vivia com radicalidade aquilo em que acreditava.
Na parábola dos dois filhos (Cf. Mt 21,28-32), Jesus mostra a sua preferência pelas pessoas que cumprem as suas obrigações cristãs, mesmo que nada prometam.
Maria Santíssima sempre disse sim a Deus, e o manteve até o fim da vida.
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