Certa vez, um padre foi a uma Comunidade rural atender as confissões e celebrar a Santa Missa. Como era quaresma, e o lugar era afastado, toda a Comunidade se confessou individualmente. Foi uma beleza, uma festa.
Quando já era tarde da noite, um homem foi acompanhar o padre até a cidade. Os dois iam a cavalo, um ao lado do outro, conversando.
No meio da conversa, o homem disse: “Creio que o senhor percebeu que eu fui o único que não se confessou. Sabe por quê? Eu fiz coisas erradas e fiquei com vergonha”. E começou a contar todos os pecados que ele havia praticado. Quando terminou de falar, o padre disse: “Você já se confessou. Basta agora rezar o Ato de Contrição, que lhe dou a absolvição. O homem rezou e o padre o absolveu”.
Cenas como esta acontecem, e muito. A vergonha, na verdade, não era de contar os pecados, pois ele sabia que o padre guarda segredo. A vergonha era de assumir, diante da Comunidade, a condição de pecador.
Antes de cometermos um pecado, o tentador nos fala: “Isso não nada. É coisa que todo mundo faz e não haverá consequências”. Depois, ele inverte: “O que você fez foi um ato horrível. Acabou com você. Não tem mais conserto. É um caminho sem retorno. Deus lhe virou as costas e você está condenado para sempre. Por isso não conte para ninguém”. Claro que o diabo age assim porque nos quer junto dele no inferno.
Mas a realidade é bem o contrário: Na hora que vem a tentação, devemos pensar: “Isso é pecado, ofende a Deus, não vou fazer”. Mas se formos fracos e cairmos, devemos pensar: “Deus é bom, é meu Pai amoroso, ele não virou as costas para mim e continua me amando. Por isso vou me confessar”.
Mãe dos pecadores, rogai por nós.
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