Com a realização do primeiro Ano Vocacional e instituição do mês de agosto como o mês vocacional, em 1983, a Igreja presente no Brasil contabilizou uma história de alegres iniciativas no campo da promoção vocacional.
Foi durante a realização do Encontro Nacional de Pastoral Vocacional de 1980 que foi assumido em âmbito nacional a proposta: “O ano de 1983 seja o Ano Vocacional para todo o Brasil, e que todas as campanhas de nível nacional, diocesano e paroquial sirvam de conscientização e formação de vocações. O mês de agosto seja assumido, em todo o território nacional, como o mês vocacional, e a Linha 1 dos Organismos Nacionais de Pastoral de CNBB, através do setor de vocações e seminários, coloque em comum as diversas iniciativas dos Regionais e dioceses”, apresentava o Documento da CNBB 20, n. 258 e 259.
Desafios atuais no trabalho de animação vocacional
Papel importante no trabalho de animação vocacional realizam as equipes vocacionais. São elas que promovem encontros de discernimento vocacional e acompanham o desabrochar das vocações.
Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, em entrevista para o Instituto de Pastoral Vocacional, falou sobre a realidade atual com a ausência e diminuição das equipes no Brasil.
“Estamos nos ressentindo da falta, da ausência e da diminuição das Equipes de Pastoral Vocacional. Elas são e agem, na Igreja, como formiguinhas na messe do Senhor. São elas que animam o despertar para a vocação humana, cristã, eclesial e missionária; inspiram o discernir os sinais indicativos do chamado de Deus; dinamizam o cultivar os germes da vocação; e colaboram no acompanhar o processo de opção vocacional. São elas que provocam atitudes, opções e ações vocacionais. São elas que contribuem na vocacionalização das outras pastorais e da própria Igreja. Onde elas não existem ou não atuam, a crise vocacional encontra um espaço ideal para se instalar. Portanto, criar ou recriar essas equipes, se quisermos, mais, melhores e mais santas vocações”, avaliou.
Essa realidade encontra eco em um momento em que a sociedade passa por uma “mudança de época" e vive-se segundo o bispo, uma "crise vocacional".
Dom Pedro destaca que “muitas casas de formação e muitos seminários estão quase vazios, desafiando a criatividade, convidando a uma tomada de atitude, corajosa e profética. Ninguém pode manter-se indiferente diante da situação vocacional da Igreja no Brasil”.
Na escritura Jesus cita essa falta de operários para a messe: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos". E indica a solução: "Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”.
Diante da crise vocacional, Dom Pedro lembra que "não há tempo, lugar, situação, motivação e justificativa para não se rezar pelas vocações. É preciso rezar sempre, sem cessar e constantemente: uma oração vigilante, firme, corajosa e forte, mesmo onde ainda não se percebe os efeitos da crise vocacional".
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