Por Redação A12 Em Igreja

Ação da Pastoral da Criança quer promover a paz no ambiente familiar

Preocupada com as brincadeiras infantis que evidencia a violência e as armas de brinquedo, a Pastoral da Criança promove a ação ‘10 Mandamentos para a Paz na Família’.

Foto de: Pastoral da Criança

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Os subsídios do projeto são distribuídos para todas as famílias visitadas pelos voluntários da Pastoral da Criança, para incentivar e promover atitudes que visam a paz no ambiente familiar e comunitário.

As atitudes repassadas pelos líderes chegam a transformar as famílias. Diálogo com os pequenos de qualquer idade é o item principal apontado na lista.

A Pastoral da Criança evidencia ainda que jogos em videogames, tablets, celulares e computadores são as novas formas de brincar em segurança dentro de casa. Entretanto, a violência continua a ser vivenciada, mas agora a partir da televisão e da internet.

O que fazer quando a criança faz da realidade uma brincadeira? É correto proibir que os pequenos utilizem armas de brinquedo ou brincadeiras que retratam a violência vista nos jornais, como a morte de pessoas? 

“Se os pais tem a iniciativa de estimular as crianças a brincarem de outras maneiras, ela cresce com estes valores de que o brincar não envolve brinquedos comprados, caros ou que remetam à violência”, destaca a assistente social Maria das Graças Silva, da coordenação Nacional da Pastoral da Criança.

Para a Pastoral da Criança, as brincadeiras devem ter sempre caráter lúdico, dando oportunidades para um desenvolvimento adequado à criança. Além disso, a instituição acredita que elas são um apoio às famílias para o desenvolvimento de um ambiente favorável para um crescimento saudável.

Entre as atividades realizadas nas comunidades está a ação “Brinquedos e Brincadeiras”, que estimula que crianças e familiares, juntos, criem maneiras de se divertir e interagir. 

“Há oficinas de brinquedos que as crianças e pais são estimulados a criar seus próprios brinquedos. Assim elas compreendem que não é necessário comprar”, ressalta Maria das Graças.

Para a coordenadora do setor Norte da Pastoral da Criança no Rio de Janeiro, Roseli Bitton, a convivência das crianças de comunidades que vivem em tensão de violência constante faz com que eles sequer queiram manusear este tipo de brinquedo.

 “Nós também não incentivamos  ou deixamos eles brincarem com esse tipo de brincadeira”, explica. Ela afirma ainda que uma prática na Pastoral da Criança local tem sido as brincadeiras coletivas, como cantigas de roda e corda. “Isso também ajuda a amenizar a realidade que eles vivem”, afirma.

Roseli percebeu ainda que as lojas, especialmente as de brinquedos, do Rio de Janeiro, já não disponibilizam brinquedos em formato de arma. Para ela isso também é parte de uma conscientização das pessoas que outras formas de brincar podem ser muito mais interessantes e estimulantes.

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