Por Redação A12 Em Igreja

Arquidiocese do Rio organiza programação para Semana Nacional do Migrante

A Igreja no Brasil celebra de 14 a 21 de junho a Semana Nacional do Migrante. O objetivo é promover a acolhida solidária e suscitar debates acerca dos direitos dos migrantes e refugiados – pessoas que são obrigadas a migrar de seus locais por causa de guerras ou perseguições.

Foto de: Divukgação

Semana Nacional do Migrante

A Semana foi criada para abranger o Dia Nacional do Migrante, já na sua trigésima edição, e o Dia Mundial do Refugiado, que são celebrados, respectivamente, nos dias 19 e 20 de junho.

No Rio de Janeiro, a Cáritas Arquidiocesana promoverá, no dia 15 de junho, em parceria com a Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), um seminário chamado ‘Trabalho e os direitos dos refugiados no Brasil’.

O Cardeal Arcebispo Dom Orani João Tempesta fará a Conferência de abertura, às 14h, e haverá a apresentação de dois painéis: ‘Os direitos dos refugiados no Brasil’ e ‘A inserção do refugiado do mercado de trabalho’. O evento será no auditório da sede da 1ª Região da PRT, na Av. Churchill, 94 / 7º andar, no Centro.

Haverá ainda na programação da arquidiocese, no dia 19 de junho, uma ação no Cristo Redentor, em que o monumento será iluminado de azul, cor da ONU, em solidariedade aos refugiados.

Estarão presentes representantes da Acnur, a agência da ONU para atendimento aos refugiados, e da Cáritas. Também durante a Semana Nacional do Migrante será lançado o mapa das migrações do Estado do Rio, para ser usado como base para propostas políticas.

Migração no Brasil

O Brasil, em comparação as Ilhas Malvinas que têm 64.9% da população composta por migrantes, possui pouco movimento migratório: menos de 1% da população, de acordo com o painel “Migrações Internacionais 2013”, da ONU. O fato pode ser um dos motivos pelos quais não existe uma política de migração bem definida no país.

O caráter multicultural das sociedades de hoje encoraja a Igreja a assumir novos compromissos de solidariedade, comunhão e evangelização.

O assessor da Pastoral do Migrante na Arquidiocese do Rio, padre Mario Geremia, reafirmou essa ideia ao lembrar que o Brasil é um país que foi construído por migrantes. Portanto, segundo ele, se faz ainda mais importante a acolhida solidária e respeitosa a essas pessoas.

“O Brasil teve um momento de migração histórica muito forte, no final do século 19 e início do século 20, quando recebeu mais de quatro milhões de europeus. Hoje, tem um número significativo de pessoas, chegando, ainda que não seja um grande número. Mas o mais difícil disso tudo é que, mesmo sendo um número pequeno comparado a outros países, o Brasil não tem uma lei de migração atualizada com o Marco Internacional e não tem uma política de migrações”, afirmou ele.

“Por isso, a questão da migração fica nas mãos da Igreja, e a Pastoral do Migrante está trabalhando de forma muito intensa para que o governo comece a assumir esse tema, que também é de interesse da sociedade civil”, frisou.

O tema escolhido para ser trabalhado no Dia do Migrante deste ano foi “Sociedade e migração”, e o lema é: “Não ao preconceito, por direitos e participação”. O propósito é desenvolver ainda mais o tema da Campanha da Fraternidade (CF) de 2015, que foi “Igreja e sociedade”.

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