Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 04 MAI 2018 - 14H56

Cardeal Odilo Scherer visita vítimas do desabamento no centro de SP

O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, visitou na noite da última quarta-feira (02), as imediações do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no centro da capital paulista. O prédio que abrigava aproximadamente 150 famílias desabou na madrugada da terça-feira, dia 1º.

Luciney Martins/O SÃO PAULO
Luciney Martins/O SÃO PAULO

Dom Odilo esteve na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que tem sido usada para arrecadar doações. Diante de impasses em relação à distribuição dos itens e da preocupação das lideranças das vítimas de que as doações pudessem ser desviadas, o Cardeal pediu que as doações sejam entregues em postos já indicados (veja relação aqui) para garantir que tudo chegue às mãos dos desabrigados.

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Dom Odilo pediu calma e compreensão diante da tragédia aos que trabalham e às famílias que estão acampadas no Largo do Paissandu. Ele salientou que é importante entender a sensibilidade de quem perdeu tudo e agora tem medo de não ter mais o pouco que conseguiu juntar.

Ao falar com a imprensa, o Arcebispo também destacou que a tragédia expõe um problema grave de habitação que assola não apenas São Paulo, mas muitas outras grandes metrópoles do País. Para ele, é preciso que haja uma política que garanta acesso à moradia digna com preços que sejam acessíveis também aos mais pobres.

“Não temos um déficit habitacional. O que nós temos é uma distribuição inadequada das habitações, falta uma política habitacional adequada para as necessidades da população” afirmou o Cardeal.

A Arquidiocese de São Paulo publicou uma nota onde manifesta solidariedade e proximidade às pessoas e famílias que foram vítimas do incêndio.

A pedido de Dom Odilo, a Igreja tem acompanhado os desdobramentos da tragédia através do Vigário episcopal para o Povo da Rua, Padre Julio Lancellotti, e do bispo auxiliar da arquidiocese, Dom Carlos Lema Garcia.

A Arquidiocese de São Paulo também manifestou solidariedade à comunidade luterana, que teve sua igreja destruída no incêndio. Já foram iniciados contatos para colocar algum templo católico à disposição da celebração dos cultos, enquanto a igreja não for reconstruída.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

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