Inspirada na Declaração Universal dos Direitos Humanos e promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 10 de dezembro de 1948, a “Carta dos Direitos da Família”, publicada pela Santa Sé em 22 de outubro de 1983, completa 30 anos.
O documento reconhece a família como "núcleo natural e fundamental da sociedade" e oferece uma base adequada para uma elaboração conceitual em nível "psicológico, moral, cultural e religioso".
De acordo com Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Wladimir Porreca, a Carta “é dirigida às famílias e a todos os homens e mulheres de boa vontade a comprometerem-se a fazer todo o possível para garantir que os direitos da família sejam protegidos e que a instituição familiar seja fortalecida para o bem de toda a humanidade”.
O Conselho Pontifício para a Família, em fidelidade ao Magistério dos Papas nos últimos 30 anos, comemora o aniversário do documento com duas iniciativas: a XII assembleia plenária do Conselho Pontifício da Família, de 23 a 25 de outubro, e a peregrinação das famílias a 26 e 27 de outubro.
Os temas apresentam uma abordagem interdisciplinar dos direitos da família: os fundamentos teológicos da carta: a conceção do matrimónio natural; o papel do Estado no reconhecimento do matrimónio como instituição; a atualidade da Carta dos direitos da família na cultura e sociedade.
Também vão analisar a Carta com a legislação internacional, os direitos da mulher e a última intervenção aborda a diferença entre casais agregativos e generativos.
No sábado à tarde, o Papa encontra-se com as famílias originárias de 70 países, dos cinco continentes, na Praça de São Pedro, e estará com “centenas” de crianças e idosos/anciãos.
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