Por Polyana Gonzaga Em Igreja

Casal de leigos da Pastoral da Família testemunha a realidade do matrimônio

“A Igreja, como mãe, jamais abandona a família, mesmo quando esta é degradada, ferida e em tantas maneiras mortificada. Tampouco quando cai no pecado ou quando se afasta da Igreja; sempre fará de tudo para cuidar e curar a família, convidá-la à conversão e à reconciliação com o Senhor”.

As palavras do Papa Francisco refletem a preocupação e o cuidado da Igreja com a família, que realizará, em outubro deste ano, a 14º Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Família, em Roma.

Com o mesmo olhar e cuidado, a Comissão para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar realizam em Aparecida a 7ª Peregrinação e 5º Simpósio Nacional da Família, nos dias 30 e 31 de maio.

A peregrinação e o simpósio reunirão famílias de várias partes do Brasil para refletirem sobre a temática ‘O amor é a nossa missão: a família plenamente viva’. O casal de leigos coordenadores nacionais da Pastoral Familiar, Roque e Verônica Rhoden, também participam do encontro.

veronica e roque rhoden

Em entrevista ao A12.com, Roque Rhoden encorajou a defesa dos valores da família e do matrimônio e ainda falou a respeito da solidez do matrimônio.

“Para nós, viver o matrimônio é viver o amor, não um amor entendido em qualquer sentido, como o amor das novelas, filmes, livros, ou de mercado, que hoje vale e amanhã já se desvalorizou, mas um amor no sentido da Trindade, um amor marcado pela unidade, harmonia, doação, cumplicidade, fidelidade, eternidade e renovação”.

Para Rhoden, a família vivida como cópia fiel da Trindade é algo impossível, mas é possível viver à imagem e semelhança desta perfeita família Trinitária: “Isto faz parte de nossa natureza humana, pois somos imagem e semelhança de Deus”.

O coordenador da pastoral da família avaliou ainda que é necessário avançar muito na preparação para a vida familiar: “Na diferença, crescemos e nos edificamos, homem e mulher, buscando a santidade. É preciso acompanhar, apoiar, cuidar daquilo que foi preparado (plantar e depois regar para não perder a sementinha plantada). E, com muita misericórdia acolher quem não conseguiu caminhar”.

Questionado sobre os desafios atuais das famílias, Roque trouxe alguns apontamentos que estão entre os esforços da Pastoral junto às famílias, mas fez questão de ressaltar que o que importa não é apontar as falhas, mas trazer soluções e direcionamentos.

“Poderíamos, diante dos desafios, apresentar um número expressivo de fatores positivos e de ações evangelizadoras que conduzam ou reconduzam as famílias a viverem o desígnio de Deus, a serem Comunidades de Amor. Esta comunidade de amor tem sua inspiração na Trindade Santa. Neste modelo de família existe harmonia, fecundidade, respeito, doação, solidariedade e vida em abundância”, enfatizou.

Para Roque, neste modelo de família não existe espaço para o individualismo, para o egoísmo, a indiferença e a morte. “Esta inspiração para a família que encontramos na trindade é uma opção para aqueles que desejam constituir uma família fundamentada em valores cristãos”.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Polyana Gonzaga, em Igreja

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.